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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

SOCIEDADE E TECNOLOGIA

Há pouco mais de três anos, escrevi este texto, um trabalho para a disciplina de Sociedade e Tecnologia do meu curso de ADS lá na FATEC Zona Sul:

TEMA: REFLEXÃO SOBRE O CONHECIMENTO FILOSÓFICO QUE CONSISTE EM LINHAS GERAIS DETERMINANTES NA CRÍTICA DA REALIDADE SOCIAL, CRÍTICA À TECNOLOGIA E AUTO-CRÍTICA AO FILOSOFAR

A tecnologia tem avançado muito ao longo dos anos, desde os primeiros inventos que possibilitaram à humanidade realizar diversas atividades com cada vez mais eficiência, até atualmente, onde ela possibilita que exploremos até mesmo outros planetas julgados inabitados do nosso sistema solar.

A tecnologia pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal da humanidade, um exemplo do uso da tecnologia e dos conhecimentos adquiridos por nós são os estudos da fissão nuclear, no qual possibilitou a (controversa) geração da energia nuclear nos países que não detêm recursos hidrológicos ou eólicos para uma geração que supra a sua necessidade energética. Mas em contra partida, estes estudos também foram direcionados para fins bélicos, com a construção da bomba atômica pelos americanos.

A tecnologia potencializou o processo de globalização, pois ampliou as formas de trocas de informações, e as relações sócio-político-econômicas e culturais entre os países.

Em minha opinião, o impacto da tecnologia, no que diz respeito às relações sócio-políticas, foi a mais revolucionária, temos assuntos bem abrangentes em relação à isto, podemos citar as redes sociais, como Facebook, Twitter, Google+, Skype, entre outros, como exemplo. A criação destas redes sociais possibilitou que pessoas de qualquer parte do mundo que tivessem uma conta na mesma rede social, pudessem se comunicar em tempo real, trocar arquivos, fotos, vídeos, etc. entre si. Porém, como citado no começo, tais redes sociais têm o seu lado desvantajoso, pois nelas, as informações pessoais têm que ser informadas para abrir uma conta, e isto possibilita que pessoas mal intencionadas possam se apoderar delas para fins criminosos, como o de invasão de privacidade.

Atualmente, as redes sociais têm tido bastante influência na busca do povo por uma real democracia para o seu país. Por meio delas, é possível trocar informações que o Estado oculta do povo, é possível também organizar manifestações para reinvidicarmos nossos direitos, como foi o que ocorreu na Primavera Árabe e nos protestos de junho que ocorreram recentemente no Brasil.

O assunto “tecnologia” é muito abrangente, pois ela está presente na maioria das atividades diárias do nosso cotidiano, mesmo não que percebamos, e influencia diretamente o modo como nos relacionamos com outras pessoas e com o mundo.

Eu, particularmente, gosto muito de Filosofia. Pois ela nos desperta um senso crítico, um desejo pelo conhecimento e nos ajuda a formarmos nossa opinião por meio da refutação de dogmas e do senso comum e vermos o mundo de outra forma. Pretendo me graduar em Filosofia futuramente, mesmo sabendo que não tem nada a ver com a área de tecnologia (que eu pretendo seguir carreira) e que não irá me prover riquezas materiais, mas o primordial para mim será o conhecimento que eu irei adquirir e irei disseminar para as outras pessoas.

terça-feira, 24 de maio de 2016

CONSIDERAÇÕES SOBRE O SENTIDO DA VIDA

“Qual o sentido da vida?”... Principal questão que surge na mente das pessoas que refletem sobre a existência, um assunto profundo e complexo. Mesmo porque o conceito de “vida” não se restringe somente a raça humana, também se refere aos animais, plantas e microrganismos.

Eu, particularmente, desde que comecei a estudar Filosofia e a me debruçar sobre os mais diversos assuntos, ainda penso muito sobre isso. Em poemas como PROTESTIZANDO e SENTIDO DA VIDA, por exemplo, abordo tal temática, mesmo que de uma maneira um pouco ingênua. No entanto, tal atitude permitiu que eu me conscientizasse da extrema preciosidade da vida, pois ela é de um valor inestimável, principalmente porque termina inteiramente com a nossa morte. E fim. Nunca mais existiremos. Logo, o ideal é que tiremos o máximo proveito desse privilégio, primeiramente, cuidando da nossa saúde para termos uma vida mais longa, proveitosa, produtiva e feliz. 


“Eu fui à floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido.” - Henry David Thoreau

"Para a maioria dos existencialistas, dois eram os modos privilegiados de os humanos aceitarem e enfrentarem sua finitude: através das artes e da ação político-revolucionária. Nestas formas excepcionais da atividade, eles seriam capazes de dar sentido à brevidade de suas vidas."


Penso que o importante na existência é dar significado à vida, visto que ela não tem nenhum em si mesma. Ou seja, temos que fazer dela um acontecimento que nos permita fazer do mundo um lugar melhor - antes de morrermos, ou até mesmo depois, por meio de um legado.

Por isso, nunca posso deixar de lembrar do impacto que o filme Sociedade dos Poetas Mortos teve em mim. Principalmente quando John Keating leva seus alunos para olharem, no armário de troféus, as fotos dos rapazes que “hoje estão servindo de adubo”, mas que, por um lado, deixaram suas conquistas, o seu legado. Neste caso, vejo “o troféu” como uma forma de reconhecimento por um feito honroso, mesmo que não acarrete uma melhoria direta para a sociedade, mas que pode inspirar pessoas a iniciarem algo e serem excepcionais no que fazem. Penso que deve-se fazer o bem, não com o intuito de receber um prêmio, mas pelo ato em si, e seu impacto positivo para com o desenvolvimento da coletividade.


“O tempo encurtou, então devo me expressar.”


Lancei um livro com a pretensão de mudar o mundo. Mas, logo percebi que “livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. Portanto, cabe a mim somente propagar o conhecimento que absorvo, pois sua principal função é a de melhorar a sociedade, logo, deve chegar ao máximo número de pessoas possível.

Além disso, para a manutenção da vida, temos que estudar para realizarmos um ofício, realizarmo-nos profissionalmente. E, neste caso, é importante considerarmos que estamos dando uma contribuição valiosa para a construção de uma sociedade melhor, ao invés de sermos apenas mão-de-obra para geração de lucro. Tanto isto, como a luta contra a exploração no trabalho, são fatores que também podem dar significado à vida, pois, uma das finalidades da boa condição econômica consiste na satisfação dos desejos individuais, e, possibilitar que o máximo de pessoas usufruam disto é algo benéfico para todos.

Estabelecer bom laços interpessoais e familiares também é muito importante, pois as nossas vivências e a nossa história é construída por meio deles. Sem nossos amigos e família, uma vida dificilmente seria significativa, pois são eles que, muitas vezes, compartilham nossos interesses, nossas conversas, nos visitam, curtem a nossa companhia, nos consolam, nos apoiam, alegram-se com nossas vitórias e choram nossas derrotas. São essenciais à nossa vida. Mas o aspecto social da vida vai além disso, também se realiza em nossas atividades comunitárias, filantrópicas, políticas e todas as que fazemos coletivamente, como participar de grupos musicais, esportivos ou de qualquer outra ordem. Estar integrado à sociedade é outro aspecto que dá significado à vida.

Quanto às crenças, sou um cético em relação às religiões e seus dogmas, e também um apreciador do humanismo secular. Pois acho que o pensamento e a atitude ética são extrínsecas à religião, ou seja, não preciso ser adepto das ideias cristãs para começar a fazer o bem, preciso somente me conscientizar da minha função como agente transformador e prezar por ele nas minhas ações.

As religiões atribuíram questões extranaturais ao sentido da vida. A cessação do ciclo de reencarnações, a vida eterna no paraíso e a salvação do tormento eterno são colocados como razões e propósitos para a vida, bem como para um tipo de comportamento que seja propício para que se alcance tais objetivos. Até o momento, não há comprovação alguma de que haja alguma continuidade da consciência após a cessação da vida biológica do organismo que a suporta. Portanto, a denominada “vida eterna” é algo utópico. A morte biológica leva à cessação total de toda atividade mental, não restando coisa alguma, como a denominada “alma”, para receber prêmio ou castigo pela conduta durante a vida biológica. Assim, a questão da premiação do bem e da punição do mal é uma tarefa que a própria sociedade precisa se incumbir de fazer enquanto as pessoas ainda estão vivas.

Recentemente, uma notícia que me chamou a atenção foi o caso da Gretta Vosper, uma pastora evangélica que provocou uma polêmica no Canadá após declarar que não acredita em Deus.

“Durante todo o culto, ouve-se a palavra amor 43 vezes. Mas não há qualquer menção a Deus”, pois, para ela, “Deus é apenas uma metáfora sobre as relações que estabelecemos com o mundo. Com tantos coisas ruins à nossa volta, não posso aceitar o argumento de que qualquer acontecimento é parte da vontade de Deus”.

Apesar de haver uma parcela que apoie a permanência de Gretta na congregação, “a hierarquia mais alta da igreja quer impor seus conceitos sem nenhum diálogo”. Ou seja, vê-se que, muitas vezes, “tanto Deus quanto a religião são hoje usados por grupos privilegiados, interessados apenas em manter seu status opressor”, interessados no capital. Logo, vê-se a hipocrisia em muitos templos religiosos, onde muitas pessoas são enganadas de forma escancarada. Dedicam seu valioso tempo, sua existência, sua vida para favorecer os interesses de uma minoria gananciosa.


“Viver é morrer.”


Depois de falar sobre alguns aspectos do sentido da vida, acho que também convém falar um pouco sobre a “morte”. Além do meu poema POST MORTEM, existem algumas citações interessantes de filósofos em relação a esta palavra tão temida:


"Vivemos para morrer. Por que a morte vem nos perguntar sobre o sentido da nossa existência e nos retirar da inércia do silêncio de não pensarmos nossa própria condição. Uma reflexão sobre a morte realiza uma pausa na nossa trajetória. Com isso, vemos a morte como uma necessidade existencial, ela nos capacita para irmos além do que somos." (Filosofia - Ciência eVida)

No meu caso, tal pensamento fez com que eu procurasse sempre desenvolver novas habilidades e aprender coisas novas, exercitando o meu corpo e a minha mente, por meio do autodidatismo e do polimatismo.

* * *

"Para Kierkegaard a Verdade não é objetividade, mas, ao contrário, a subjetividade. A Filosofia torna-se assim, expressão da personalidade do filósofo, pois o problema não está propriamente em encontrar a Verdade, mas uma verdade pela qual se possa viver e morrer."

Encontro no conhecimento científico as respostas que melhor explanam o Universo frente ao meu ceticismo e meus questionamentos. Penso que tal conhecimento, estando aberto a refutações, a cada nova descoberta estará mais próximo de encontrar a Verdade.

* * *

Para finalizar, uma citação sobre o pensamento epicurista, uma matéria da BBC Brasil e uma charge com uma temática que as relacionam entre si. Reflitam:


"Como Aristóteles, Epicuro acreditava que o maior objetivo da vida era a felicidade. Achava que a dificuldade em atingi-la estava no medo que sentimos da morte. Epicuro se propôs a resolver o impasse: se a morte é o fim das sensações, ela não pode ser fisicamente dolorosa, e, se é o fim da consciência, não pode causar dor emocional. Ou seja, não há nada a temer."

* * *


"O principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam” ... "Outro arrependimento comum é de não terem trabalhado um pouco menos, o que fez com que perdessem muitas coisas em suas vidas".

Cinco grandes arrependimentos:

1. Queria ter tido a coragem de fazer o que realmente queria, e não o que esperavam que eu fizesse.
2.Queria não ter trabalhado tanto.
3.Queria ter tido coragem de falar o que realmente sentia.
4.Queria ter retomado o contato com os amigos.
5.Queria ter sido mais feliz.

* * *

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

DOCUMENTÁRIO: SUPER SIZE ME - A DIETA DO PALHAÇO

Um bom documentário para refletir sobre os nossos hábitos alimentares e a relação das redes (nacionais e multinacionais) de fast-food com a sociedade.

Eu, particularmente, há alguns meses decidi seguir uma dieta vegetariana, por motivos éticos (libertação animal) e de saúde. Estou seguindo muito bem, sem recaídas. Sei que ainda é pouco para mudar esta realidade cruel em que vivemos, mas, aos poucos, estou revolucionando minha maneira de pensar e agir, pois, assim, isso acarretará diretamente em melhorias sociais.

"O diretor Morgan Spurlock decide ser a cobaia de uma experiência: se alimentar apenas em restaurantes da rede McDonald's, realizando neles três refeições ao dia durante um mês. Durante a realização da experiência o diretor fala sobre a cultura do fast food nos Estados Unidos, além de mostrar em si mesmo os efeitos físicos e mentais que os alimentos deste tipo de restaurante provocam."

quinta-feira, 27 de março de 2014

ARTIVISMO

Artivismo é o nome dado a ações sociais e políticas, produzidas por pessoas ou coletivos, que se valem de estratégias artísticas, estéticas ou simbólicas para amplificar, sensibilizar e problematizar, para a sociedade, causas e reivindicações sociais.

Artivista é o nome dado ao artista que faz da arte a sua forma de ativismo. O artivista encontra na arte um convite à militância, seja ela política, ecológica, social ou espiritual, expressando através da literatura, pintura, escultura, teatro, cinema, música, performance os seus pontos de vista e leituras sobre a vida e o mundo. Muitas vezes o artivista se encontra inserido na arte de rua ou arte urbana, fazendo uso de espaços públicos, como praças, calçadas, muros, passarelas, pontes, e espaços privados, como outdoors de publicidade, metrôs e cabines telefônicas, para deixar sua mensagem. Registros do artivismo também podem ser encontrados nos meios eletrônicos de comunicação, como rádio, televisão e internet.

INTERVENÇÃO

A noção de intervenção é empregada, no campo das artes, com múltiplos sentidos, não havendo uma única definição para o termo.

Na área de urbanismo e arquitetura, as intervenções urbanas designam programas e projetos que visam à reestruturação, requalificação ou reabilitação funcional e simbólica de regiões ou edificações de uma cidade. A intervenção se dá, assim, sobre uma realidade preexistente, que possui características e configurações específicas, com o objetivo de retomar, alterar ou acrescentar novos usos, funções e propriedades e promover a apropriação da população daquele determinado espaço. Algumas intervenções urbanísticas são planejadas com o intuito de restauração ou requalificação de espaços públicos, como as conhecidas revitalizações de centros históricos, outras objetivam transformações nas dinâmicas socioespaciais, redefinindo funções e projetando novos atributos.


Como prática artística no espaço urbano, a intervenção pode ser considerada uma vertente da arte urbana, ambiental ou pública, direcionada a interferir sobre uma dada situação para promover alguma transformação ou reação, no plano físico, intelectual ou sensorial. Trabalhos de intervenção podem ocorrer em áreas externas ou no interior de edifícios.

O termo intervenção é também usado para qualificar o procedimento de promover interferências em imagens, fotografias, objetos ou obras de arte preexistentes. Intervenção, nesse caso, possui um sentido semelhante à apropriação, contribuição, manipulação, interferência. Colagens, assemblages, montagens, fotografias e desenhos são trabalhos que freqüentemente se valem desse tipo de procedimento.

Os projetos de intervenção são um dos caminhos explorados por um universo bastante diverso de artistas interessados em se aproximar da vida cotidiana, se inserir no tecido social, abrir novas frentes de atuação e visibilidade para os trabalhos de arte fora dos espaços consagrados de atuação, torná-la mais acessível ao público e desestabilizadora e menos mercantilizada e musealizada. Tal tendência, marcante da arte contemporânea, é geradora de uma multiplicidade de experimentações artísticas, pesquisas e propostas conceituais baseadas em questões ligadas às linguagens artísticas, ao circuito da arte ou ao contexto sociopolítico.

As linguagens, técnicas e táticas empregadas nesses trabalhos são bastante heterogêneas. Intervenções podem ser ações efêmeras, eventos participativos em espaços abertos, trabalhos que convidam à interação com o público; inserções na paisagem; ocupações de edifícios ou áreas livres, envolvendo oficinas e debates; performances; instalações; vídeos; trabalhos que se valem de estratégias do campo das artes cênicas para criar uma determinada cena, situação ou relação entre as pessoas, ou da comunicação e da publicidade, como panfletos, cartazes, adesivos (stickers), lambe-lambes; interferências em placas de sinalização de trânsito ou materiais publicitários, diretamente, ou apropriação desses códigos para criação de uma outra linguagem; manifestações de arte de rua, como o graffiti.


Diferentes trabalhos de arte podem ser qualificados como intervenção, não havendo, portanto, uma categorização única ou fronteiras rígidas que a separem da instalação, land art, site specific, performance, arte postal, arte xerox, mas sim uma confluência entre as tendências.Tomando o significado do vocábulo intervenção - como ação sobre algo, que acarreta reações diretas ou indiretas; ato de se envolver em uma situação, para evitar ou incentivar que algo aconteça; alteração do estabelecido; interação, intermediação, interferência, incisão, contribuição - podemos destacar alguns aspectos que singularizam essa forma de arte: a relação entre a obra e o meio (espaço e público), a ação imediata sobre determinado tempo e lugar, o intuito de provocar reações e transformações no comportamento, concepções e percepções dos indivíduos, um componente de subversão ou questionamento das normas sociais, o engajamento com proposições políticas ou problemas sociais, a interrupção do curso normal das coisas através da surpresa, do humor, da ironia, da crítica, do estranhamento. A reversibilidade de sua implantação na paisagem, seu caráter efêmero, é outra características das intervenções.

Algumas referências teóricas importantes para essa forma de expressão artística são o movimento situacionista e a fenomenologia, e, entre os movimentos estéticos, o dadaísmo, o minimalismo, a arte povera e a arte conceitual. No plano internacional, entre as diversas práticas artísticas que podem ser identificadas com intervenções estão trabalhos de artistas bastante diferentes, como Richard Long (1945), Christo (1935), Richard Serra (1936) e Gordon Matta-Clark (1943-1978). No contexto brasileiro, alguns trabalhos de artistas como Flávio de Carvalho (1899-1973), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Clark (1920-1988), Cildo Meireles (1948), Artur Barrio (1945), Paulo Bruscky (1949), grupo 3nós3, Dante Velloni (1954), podem ser considerados precursores das intervenções.


Como prática artística, as intervenções se consolidam no Brasil nos anos 1970, com propostas de grupos de artistas como o 3nós3, Viajou sem passaporte e Manga Rosa, que tomaram a cidade como campo de investigação e procuraram expandir o circuito de arte e a noção de obra de arte. Tais ações consistiam geralmente na introdução de elementos estranhos em situações cotidianas, com o objetivo de alterar a ordem habitual e buscar uma comunicação mais direta com o público.

No decorrer dos anos 1990 despontam intervenções orientadas por novas estratégias, trabalhos que mantêm em comum com os realizados em períodos anteriores a procura por alternativas aos circuitos oficiais e em atingir diretamente o público, mas que possuem um caráter marcadamente engajado, voltado a interferir numa situação dada para alterar seu resultado, numa tendência geral conhecida como artivismo. Tais projetos artísticos, geralmente empreendidos por coletivos de artistas existentes nas principais capitais do país, com freqüência se ligam a movimentos sociais ou comunitários, a iniciativas de organizações governamentais ou causas internacionais, como a diminuição da poluição e a crítica à globalização e ao neoliberalismo.

Diversas intervenções artísticas se concretizam sem licença para serem realizadas, por vezes ilicitamente. Tornam-se cada vez mais comuns as intervenções desenvolvidas com a aprovação institucional ou como encomendas especialmente projetadas para um determinado local, financiadas por uma instituição ou instância pública. Estas geralmente ocorrem no interior de museus, centros culturais ou galerias, espaço no qual o artista introduz elementos e materiais imprevistos, ou dispõe objetos corriqueiros, num arranjo inusitado, desvirtuando sua funcionalidade e provocando um estranhamento nos visitantes.


segunda-feira, 24 de março de 2014

FAÇA VOCÊ MESMO

TENHA ATITUDE
E FAÇA VOCÊ MESMO!
TORNE SUA VIDA MAIS INTERESSANTE,
NÃO VIVA A ESMO!

NÃO SE TORNE DEPENDENTE DE NINGUÉM.
ACREDITE, VOCÊ PODE DESENVOLVER, PODE CONSTRUIR TAMBÉM,
POIS TEMOS A CAPACIDADE DE PROVER MUITAS DAS COISAS QUE NOS CONVÉM.

AS GRANDES INDÚSTRIAS EXPLORAM SEM DÓ OS RECURSOS DA NATUREZA,
NÃO DISPONDO-LHE O TEMPO NECESSÁRIO
PARA RECUPERAR DE VOLTA SUA RIQUEZA.

MUITAS VEZES COMPRAMOS POR INSTINTO,
COISAS DESNECESSÁRIAS,
QUE NÃO SERVEM PARA NENHUM INTUITO.

PORÉM, UM DIA PENSEI COMIGO:
NÃO TENHO QUE COMPRAR ISSO TUDO!
POUPAR, RECICLAR, REUTILIZAR O QUE FOR POSSÍVEL,
CERTAMENTE AJUDARÁ NA PRESERVAÇÃO DO MUNDO!

A GRANDE MÍDIA É DESNECESSÁRIA PARA A CONSTRUÇÃO DA CENA.
O QUE É PRECISO É APOIO, COMPROMETIMENTO E UNIÃO,
ACREDITAR QUE SE ENGAJAR NESSA CAUSA VALE A PENA.

COM BLOGS, ZINES E SITES INDEPENDENTES,
DO QUE ACONTECE DA CENA
TORNAMO-NOS MAIS CONSCIENTES.

A MÚSICA COMO FORMA PROPAGAÇÃO DE IDEIAS E DE PROTESTO,
SEM A MANIPULAÇÃO DAS GRANDES GRAVADORAS,
QUE SÓ PENSAM NO DINHEIRO,
QUE SÓ PENSAM NO SUCESSO.

E ASSIM VAMOS PERSISTINDO, RESISTINDO E ACREDITANDO,
CONTINUANDO E VIVENDO NESTE SUBTERRÂNEO,
COM A CAUTELA NECESSÁRIA PARA NÃO SE CORROMPER
COM O QUE CIRCULA NO MERCADO,
COM O QUE CIRCULA NA TV.

DIY PARA VIVER!!!

CAPETALISMO

SISTEMA ECONÔMICO AUTODESTRUTIVO
QUE GANHOU FORÇA TOTAL
APÓS A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.

ATIÇA A GANÂNCIA DA RAÇA HUMANA,
QUE PERDE A RAZÃO,
QUE SÓ PENSA NA GRANA.

NO SER CAPITALISTA,
O EGOCENTRISMO É DOMINANTE.
AS PESSOAS PERDEM SEUS VALORES
SE NÃO PROVEREM A RIQUEZA QUE OS MANTÊM GRANDES.

O DINHEIRO, A MOEDA, O CAPITAL:
PARA ELES É ALGO VITAL.
OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?
ENTÃO VÃO SE FUDER SEUS VERMES NOJENTOS!

A NATUREZA É SUPEREXPLORADA,
A VIDA É DESRESPEITADA
E TUDO É POSTO À VENDA.
PRESERVAÇÃO? NÃO LHES INTERESSA
PORQUE NÃO GERA RENDA.

AS PESSOAS VISTAS COMO FERRAMENTAS,
COMO PARES DE BRAÇOS E PERNAS,
SERES NÃO PENSANTES,
FORJADOS NUM SISTEMA ALIENANTE
CRIADO PELA CLASSE DOMINANTE.

INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO? NÃO.
A INDIFERENÇA COM A POPULAÇÃO.
A PRIVATIZAÇÃO DO BEM PÚBLICO? SIM.
POIS SÓ QUEREM SABER DO TAL LUCRO.

SE ESTE CAPITALISMO SELVAGEM
POR MUITO TEMPO PERDURAR,
A VIDA, A HUMANIDADE, A NATUREZA,
IMINENTEMENTE CEDO IRÁ ACABAR.

FAÇAMOS ALGO PARA MUDAR!!!