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quinta-feira, 2 de junho de 2016
terça-feira, 9 de junho de 2015
DEMOCRACIA PURA - J. VASCONCELOS
Em Democracia Pura é possível seguir a história da verdadeira democracia e encontrar uma proposta detalhada para que a humanidade possa fazer ressurgir o governo popular e, sem a intermediação dos políticos profissionais, criar um governo de todos, para todos. O autogoverno do povo, sem intermediários, é a verdadeira expressão da democracia pura. Igualdade, fraternidade e solidariedade são os princípios básicos que deveriam nortear a vida em uma sociedade democrática, princípios esses que tiveram sua origem nos primórdios da humanidade e graças aos quais a sociedade humana pôde florescer.
J. Vasconcelos, que estuda o assunto há mais de 40 anos, deixa evidente que a representação política, tal como ocorre na democracia representativa, resulta sempre em uma ineficiente parafernália onerosa para a sociedade, e mostra que a esfera de atenção dos políticos é voltada, basicamente, aos interesses pessoais e partidários, ou seja, à perpetuação do Poder, relegando os interesses da comunidade para segundo – quando não terceiro – plano. O governo popular é aquele em que há de fato a democracia pura, na qual o povo se autogoverna, sem intermediários. Os estudiosos indicam profundas raízes dessa democracia nas sociedades animais mais desenvolvidas – já os hominídeos vingaram sua sobrevivência nesse processo de democracia: em seguida, num estágio de maior evolução, a espécie Homo sapiens fez o mesmo. Por milhares de anos. No entanto, esse tipo de governo foi sendo destruído lentamente, à medida que as sociedades se contaminavam com superstições, tabus e crenças.
Veio então a teocracia, e a democracia se esfacelava. O governo, que era de todos, passou para as mãos de uns poucos; os recursos da comunidade deram lugar à sobrepujança de uma minoria e à miséria dos demais; a solidariedade e a espontaneidade foram substituídas pelo medo, pela força física e pela ameaça terrível dos deuses. O povo, de sujeito e objeto da sociedade, se transformou em servo: os usurpadores, em reis-deuses. Estava criado o Poder. Posteriormente, houve novas tentativas de renascimentos históricos do governo popular, com as democracias dos séculos V e IV a.C e XIII d.C. E num último fôlego para o seu ressurgimento, o esforço dos filósofos da Revolução Francesa não logrou êxito; os nobres, infiltrados na grande causa, impuseram ao povo o governo dos políticos profissionais com a representação política.
Acompanhe neste livro a história da verdadeira democracia e a proposta detalhada que os atuais conhecimentos científicos e o de-senvolvimento tecnológico da comunicação tornam perfeitamente viável, de modo que a humanidade possa fazer ressurgir o governo popular e exercer, assim, a democracia pura, sem o intermédio dos políticos profissionais que acabam constituindo apenas um pesado ônus para a sociedade.
J. Vasconcelos é professor, filósofo, pesquisador e publicista; pós-graduado em Direito Constitucional, Socialismo e Democracia em Hamburgo, Alemanha, com cursos na Sorbonne, Paris, sobre História Natural do Homem. Tem desenvolvido pesquisas sobre a produção de ideias em prosseguimento aos estudos de Locke e Stuart, promovido cursos e proferido palestras em universidades de todo o país. Democracia no terceiro milênio (Nobel) é um de seus livros de maior destaque.
E-mail para contatos e palestras:
Serviço:
Democracia Pura
J. Vasconcelos
Scortecci Editora
Democracia
ISBN 978-85-366-3537-8
Formato 16 x 23 cm
252 páginas
1ª edição - 2014
Para receber o livro gratuitamente envie um email para: mauricio.moura@ageimagem.com.br
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
MANUAL DE FILOSOFIA POLÍTICA - RURION MELO FLAMARION CALDEORA
O Manual de Filosofia Política apresenta ao leitor uma visão sobre os momentos mais impactantes da história dessa disciplina, apontando os desdobramentos ainda presentes no debate contemporâneo. Não se trata de mero resumo das principais correntes e pensadores, mas de uma exposição crítica dos recortes mais expressivos dessa história.
Estruturado em doze capítulos, o livro percorre a obra de autores emblemáticos como Cícero, Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Hobbes, Locke, Maquiavel, Marx, Hegel, Weber, Rousseau e Kant. A exposição de temas fundamentais para a formação humanística do leitor (republicanismo, contratualismo, liberalismo clássico e contemporâneo, socialismo, entre outros) contribui para uma compreensão global e participativa das mudanças enfrentadas pelo homem e, consequentemente, pelo mundo em que vive.
Bons estudos!
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
O QUE É SER POLITIZADO
Ser politizado é entender como funcionam as relações de poder em cada sociedade e no mundo em geral. É compreender que, por trás das relações de troca no mercado existem relações de exploração. Que, por trás das relações de voto, existem relações de dominação. Que, por trás das relações de informação, há um processo de alienação.
Ser politizado, no mundo de hoje, significa compreendê-Io no marco das relações capitalistas de acumulação e de exploração. Representa entender o mundo no marco da hegemonia imperial estadunidense, baseada na força militar e na propaganda do modo de vida estadunidense.
Ser politizado é compreender que tudo o que existe foi produzido historicamente, pelas relações entre os homens e o meio em que vivem. Ou melhor, entre os homens, intermediados pelo meio em que vivem. E que, portanto, tudo o que foi construído pelos homens pode ser desconstruído e reconstruído. Que tudo é histórico. Que a própria separação entre sujeito e objeto - que nos aparece como "dada" - é produzida e reproduzida cotidianamente mediante relações econômico-sociais alienadas.
Ser politizado é saber subordinar as contradições menores às estratégicas, saber que as contradições com o capitalismo são sempre também contra o imperialismo, pela fase histórica atual do capitalismo.
E o que é ser despolitizado:
Já ser despolitizado é achar que as coisas são como são porque são como são, sempre foram assim e sempre serão. É considerar que as pessoas sempre buscam tirar vantagens que não têm grandeza para lutar desinteressamente por um mundo melhor. Que o que diferencia as pessoas é a ambição de melhorar na vida, que a grande maioria não tem jeito mesmo.
Entre o ser politizado e o despolitizado está a alienação, a falta de consciência da relação entre nós e o mundo. Alienar é entregar o que é nosso para outro - como diz a definição jurídica em relação a bens. Ser alienado é não perceber a presença do sujeito no objeto e vice-versa, sua vinculação indissolúvel.
A luta pela emancipação humana é uma luta contra toda forma de exploração, de dominação, de discriminação, mas, antes de tudo e sobretudo, uma luta contra a alienação - condição de todas as outras lutas.
Emir Sader é Cientista Político
Fonte: http://www.clipping.uerj.br/0009495_v.htm
terça-feira, 15 de abril de 2014
M19 - LUZ, CÂMERA, CAIXÃO + ENTREVISTA
Blumenauense, ateu e revolucionário, Thiago (M19) vem se mostrando uma das revelações do Rap Nacional. Radical dentro e fora dos palcos, o rapper fala um pouco sobre sua vida e ideologia na entrevista abaixo. Confira:
RG - Porque o nome M19?
O nome M19 surgiu após eu ter conhecido a história do grupo Colombiano de esquerda que atuou principalmente na década de 80; o que fez eu me identificar com o mesmo foi o fato de eles terem invadido o Palácio da Justiça em Bogotá na tentativa de despojar o poder vigente da época e terem lutado por ele durante 28 horas até sucumbirem pelas armas do braço armado do estado, no caso, o exército. Dado isso, os principais fatores de identificação foram a questão de o grupo ser de esquerda e ter lutado até a morte pelos seus ideais. A luta da organização não se resume à tentativa de golpe, mas foi a atuação que mais me admirou pelo fato da resistência e da ousadia.
RG - Desde quando você canta e compõe Rap?
Não saberia precisar isso em datas exatas, mas venho escrevendo já a vários anos. Inclusive há vários anos, cheguei a gravar um CD caseiro, por mim mesmo, no meu quarto, com cerca de 20 músicas, só que a produção e as ideias não me agradaram e acabei por quebrar o CD e excluir todos os registros daquela época. Pode parecer estranho, mas não tinha a pretensão de gravar um CD ou mesmo cantar como venho fazendo, devido a isso algumas letras ficaram por um bom tempo armazenadas em meu HD, mas vi que era necessário integrar a luta e sair da omissão, tive também um incentivo dado pelos meus amigos Moysés do A286 e Vidal, do Liberdade e Revolução. Também vi que assim eu poderia contribuir com a minha parte mesmo sabendo que não é fácil, que lutamos de forma desigual, mas afirmo, pode que ainda não mudamos o sistema político, mas sei que o incomodamos, isso é fato! Sobre cantar, já é de menos tempo, comecei a cantar efetivamente mesmo após o CD ser lançado, quando começou a circular pelo país.
RG - Fale um pouco sobre sua visão política.
Todo poder ao Povo! Todo o poder à maioria, nunca à minoria como sempre foi em governos capitalistas! Quando comparamos o feudalismo com o capitalismo, vemos que o que ocorreu foi uma grande evolução no sistema baseado nas desigualdades, que a cada dia vem se moldando de acordo com as exigências do momento, mas que sempre se alicerçou na supressão de direitos e sempre subjugou povos, etnias e diferenças. Um sistema político que se consolidou através da exploração do trabalhador e que a mantém por meio da força bruta, da violência, jamais irão consentir com mobilizações e reivindicações sociais, de organizações de frente popular, e também por que uma revolução não se faz via reformismo e sim com enfrentamento! Os índios já viviam numa sociedade comunista, ou seja, igualitária, até a chegada dos capitalistas para corrompê-los, a desigualdade não é um fenômeno da natureza, portanto jamais deveremos aceitá-la como algo comum. Lênin já dizia: “Toda cozinheira deve saber governar um Estado!” Ou seja, todos nós deveremos saber ou tentar saber sobre política, pois a pior fatalidade pra quem bate no peito se dizendo apolítico é ser dominado por quem é politizado. Em toda a história, a engrenagem do capitalismo sempre foi lubrificada com o sangue do trabalhador, então que todos saiam as ruas com suas reivindicações que todas as praças públicas se igualem à praça Tahrir! Machismo, racismo, homofobia, fascismo, xenofobia, religião e capitalismo, não se discutem, se destrói!
RG - Desde quando você é adepto ao ateísmo?
A meu ver, adepto pode soar de forma distorcida para inúmeras pessoas, até porque o ateísmo não é um dogma ou uma organização como tais poderiam pensar, mas uma forma de enxergar os pontos relativos à divindades e experiências que dizem existir. Posso dizer que nunca fui verdadeiramente deísta, todavia, ateu também não poderia dizer que era, minha convicção ateísta existe a cerca de cinco anos. A chegada ao ateísmo não foi algo repentino, mas sim paulatino. Após meu senso crítico ter estourado as grades construídas pela alienação comecei a pesquisar e a questionar o que geralmente não se questiona. Nesse ínterim, evidentemente surgiu a religião, infelizmente um dos maiores e mais fortes instrumentos de dominação existente na humanidade e novamente mais uma corporação aliada à burguesia usada como atenuante para conter os levantes e para justificar o sofrimento que a classe menos favorecida sofreu e sofre até hoje. Agora se você me perguntasse o porque não creio em deuses, demônios, anjos, espírito santo e toda essa fantasia sabe se lá quantas linhas daria esta reportagem, pois são inúmeros os motivos.
RG - Você já sofreu algum tipo de preconceito quanto á sua cor e a condição de ser rapper?
Felizmente não, somente algumas poucas brincadeiras, mas proferidas de maneira amistosa. Brancos, negros, índios, asiáticos, todos tem suas reclamações à fazer! Julgar alguém pela epiderme é algo estúpido, ainda num país tão miscigenado como o Brasil.
RG - Quais são suas influências musicais e ideológicas?
Influências musicais sempre foi o Rap escrito e cantado de maneira mais contundente e que tratasse de denúncias, críticas e lutas sociais . Já ouvi bastante Rap, já hoje, quase não ouço, pois além de utilizar meu tempo pra ler, escrever e outros afins, letras e temas comprometidos com a causa revolucionária estão escassos, exceto alguns poucos que ainda resistem. A maioria se perdeu na comodidade e fala de “sistema” de uma maneira completamente superficial, e isso realmente me aflige. Não precisamos querer unir Rap à política, afinal, Rap é política! Sobre minhas influências ideológicas, posso resumir aqui no momento alguns nomes como Marx, Lênin, Trotsky, Che Guevara, Carlos Marighella, Carlos Lamarca, Malcolm X, Black Panthers, Zumbi, Steve Biko, Ho Chi Minh, Emiliano Zapata, nessa linha.
RG - Em sua opinião, qual deve ser a postura do Rap Nacional em relação às muitas críticas sofridas por parte de outros estilos musicais?
Essa pergunta pode ser considerada como um momento de autocrítica. O maior problema é qual postura o Rap Nacional tem no momento. Em relação à algumas críticas recebidas de outros movimentos, o Rap Nacional não deve responder, mas sim consentir e repensar, porque temos que admitir que grande parte do público é culpado, por não zelar pelo movimento e parte dos cantores são culpados por agirem com hipocrisia não seguindo o que muitas vezes falam no palco, quando falam. A partir do momento em que o Rap se dar o respeito poderá ele cobrar da sociedade, mas cooptado como anda sendo, acredito que não todos, mas a maioria não tem moral para cobrar respeito alheio. Um ponto que é fundamental salientar aqui e que é fato é que o movimento como um todo pode ser desrespeitado, mas quando o grupo/cantor é sincero e demonstra postura, quando não usa máscara o respeito automaticamente chega a ele.
RG - Você pretende continuar na carreira solo ou irá adicionar pessoas ao grupo?
Não que seja carreira solo, mas atualmente sou o único integrante oficial do M19 por escassez de compromisso que percebo que há. Acredito que mais alguém pra fortalecer ao menos nos shows seria ótimo, porém, como diz o conhecido ditado: “Melhor sozinho do que mal acompanhado!”. Escrever, gravar e subir no palco é fácil e há muitos, o difícil é encontrar alguém que preze por uma postura e compromisso. Como hoje em dia conto diretamente com meus manos do Liberdade e Revolução, que além de possuirmos uma enorme identificação ideológica, cantam comigo nos shows como se fossem de fato do grupo, a razão de eu cantar “sozinho” não me atrapalha em nada, portanto a adesão de um cantor a mais no M19 virá ou não, de acordo com as adversidades.
RG - Fala pra galera um pouco mais sobre seus futuros projetos no Rap.
Meu próximo projeto, que na verdade já está em andamento não é especificamente do M19, mas sim da Família Rap Nacional, juntamente com os membros da organização. A Marcha da Periferia será realizada no dia 20 de Novembro, na Praça da Sé, no centro de São Paulo-SP, onde contamos com todas as organizações que tem algo a dizer a esse governo do traidor do PT e à todo esse sistema imperialista! Precisamos ir além dos palcos, além das rimas, além das fotos e clipes, precisamos de ação coletiva, de verdadeira Resistência! Nós, da Família Rap Nacional queremos pôr o que a muito vem sendo pregado em prática! Sobre projetos do M19, estou escrevendo novas letras, já tenho o tema do novo trabalho, pode que tenha alguma alteração no decorrer do tempo, pois nada é concreto ainda, mas espero agradar aos ouvidos de todo o oprimido e atacar diretamente à burguesia e o imperialismo mundial.
Por Renata Bettoni
Por Renata Bettoni
Jornalista – RapGyn.Com
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