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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

CONVERGÊNCIAS: POESIA CONCRETA E TROPICALISMO - LÚCIA SANTAELLA

Excertos que eu julguei serem importantes para certo entendimento da poética concretista e marginal:

“Ser escritor, no Brasil, já é difícil. Ser poeta, uma obstinação tão sem remédio e sem compensações, que só mesmo acreditando, como Fernando Pessoa, cumprir informes instruções do Além. De qualquer modo, ser poeta para mim é inelutável. A flor flore. A aranha tece. O uirapuru, no fundo da floresta, toca uma vez por ano a sua flauta, para ninguém. O poeta poeta. Quer o vejam, quer não, ele pulsa. O pulsar quase mudo.” - Augusto de Campos

“... na poesia concreta ocorre a atomização vocabular.”

“... os impressionistas beneficiaram-se sobremaneira dos avanços da química e da física, que provocaram um obstinado e rigoroso trato com a materialidade das tintas, a fim de obtenção de novas gamas e tonalidades.”

“... do mesmo modo que o jornal não é uma sucessão de texto mais ilustração, mas uma nova forma a exigir a ginástica do olho. Se o livro exigia um ritual de leitura assentado num silêncio quase sacro, o jornal vem despido da “aura” quer pelo baixo custo, que pelo formato e pela mobilidade oferecida pelo seu quadro visual: a superfície plana da página desdobra-se num mosaico de pontos de vista a exigir uma nova dinâmica ocular.”

“É por essas razões que nos recusamos, já de saída, a catalogar poesia concreta no âmbito restrito das práticas da linguagem erudita em oposição ao Tropicalismo, este, no âmbito estrito do popular. Ao contrário, ambos operam e partem de uma mesma esfera: a arte. A diferença se dá nos meios técnicos de produção e difusão disponíveis nas áreas em que cada uma dessas criações opera. Errôneo, portanto, afirmar que a poesia concreta, “de per si”, se fecha no casulo dos poucos privilegiados que têm acesso aos estratos literários da cultura, enquanto a música popular, por sua própria natureza, se abre para a margem mais ampla das massas.”

“A poesia concreta do tipo ortodoxo, como foi praticada nos anos 50, constitui apenas uma parte do nosso trabalho... Os poemas nunca serão deduzidos de uma teoria e sim esta deles. A teoria vem sempre depois, para ordenar o caos e projetar um caminho.”

“Tarefa do poeta concreto será a criação de formas, a produção de estruturas-conteúdos artísticas cujo material é a palavra.” - Haroldo de Campos

“O poeta é um designer da linguagem.” - Décio Pignatari

“Mas é Augusto de Campos que poderá, na conjugação de Maiakóvski, dizer-nos porque isso ocorre: “A poesia toda é uma viagem ao desconhecido. Com ou sem palavras, não faz por menos. E não há etiqueta, mordaça ou camisa-de-força que impeça o poeta de partir.”

“Não há mudanças nos conteúdos de uma linguagem sem a revolução nos modos de formar, estruturar essa linguagem. Contudo, revoluções na estrutura de uma linguagem só se consumam substancialmente, isto é, no limite, quando são transformados os meios de produção dessa linguagem. É em razão disso que, para Benjamin, a tarefa do artista não é apenas a de fazer uso crítico-ativo dos novos meios técnicos de produção da linguagem, mas também a de transformar os modos de produção artística mais antigos.”

“É certo que os poemas concretos apresentam um caráter de comunicação direta, breve, que incide sobre a sincronização dos sentidos e que impede a dissipação do ato receptivo em voos subjetivos imaginosos que levariam o receptor para longe do universo poemático. No entanto, esses poemas criam também a exigência irrecusável de uma modificação nos comportamentos da leitura, consensualmente tidos como literários. O choque, a necessidade de mudanças nos hábitos arraigados de leitura produz, leva ao distanciamento, ao mesmo tempo que os poemas como corpos sígnicos-sensíveis apelam para uma aproximação lúdico-sensória. Este entrechoque gera no receptor, em primeira instância, a impressão de ininteligibilidade do poema. Ironicamente, essa impressão é gerada justo porque esses poemas não são feitos para serem inteligidos no sentido estritamente racional do termo ou no sentido do devaneio vaporoso travestido de racionalidade. São feitos entre outras coisas, para a regeneração da sensibilidade perceptiva, para tornar mais humanos os sentidos humanos. (Questão a que as outras artes - visuais ou musicais - também não estão alheias e que, aliás, não passou despercebida a Marx).”

“A expansão da indústria de best-sellers entorpecentes e do livro de entretenimento ou de receituário do bom-viver se viu e se vê acompanhada pelo encolhimento da oferta e demanda de poesia. Diante desse quadro, “não parece absurdo afirmar”, conforme nos diz G.E. Carneiro, que, “em matéria de oferta editorial, toda poesia brasileira contemporânea é marginal.”

“Não apenas, desde o início de sua produção, os poetas concretos não ignoraram, mas até hoje continuam alertas à necessidade histórica de transformação dos meios e modos de facção da poesia e da apropriação dos novos recursos materiais e técnicos que determinam a natureza desse fazer, assim como dos modelos de linguagem e sensibilidade que, nesse fazer, se consubstanciam.”


ZINE PROTESTIZANDO #11

No PROTESTINZANDO #11 apresento algumas experimentações baseadas em representações geométricas, em cálculos matemáticos e em estudos acerca da complexa relação molecular que existe entre letras, formas e números.



terça-feira, 4 de outubro de 2016

PSIQUE - RELAÇÕES VIRTUAIS (EDIÇÃO 120)

Matéria de Capa:

- Amores tecnológicos - Entenda as razões que levam cada vez mais pessoas a fazerem uso dos aplicativos de relacionamentos na tentativa de combater a solidão


Reportagens:

- Emoção e aprendizagem - O equilíbrio emocional da criança é primordial para seu desenvolvimento saudável. Uma ruptura familiar exige reflexões paternas ponderadas acerca do bem-estar mental dos filhos

- Experiências também são herdadas - Os horrores de uma guerra, assim como outras experiências impactantes, podem causar modificações genéticas possivelmente transmitidas às futuras gerações

- Pluralidade on-line - Não é novidade que a traição em um relacionamento amoroso, infelizmente, está presente no repertório humano há muito tempo. Mas de que forma esse fenômeno se encontra circunscrito na Ciberpsicologia?

- Quem falou em sexo frágil? - A presença da mulher no mercado de trabalho reflete o atual cenário social, cultural e empresarial: uma ocupação cada vez maior e significativa da força e da lide rança femininas


Entrevista:

- Não existe uma pílula para cada problema da vida - Líder da equipe que elaborou o manual usado ao redor do mundo para diagnosticar transtornos neurológios (DSM-IV), o psiquiatra americano Allen Frances questiona o que chama de "epidemia de TDAH"

POESIA SEM MEDO - OUTUBRO/2016

A primeira versão do meu poema INQUISIÇÃO foi publicada nesta edição do Poesia Sem Medo.


HAMLET - WILLIAM SHAKESPEARE

Desde muito novo sempre ouvi falar de William Shakespeare e suas obras, consideradas verdadeiras obras-primas pela crítica literária mundial. Admito que, mesmo tendo tal conhecimento, nunca tive um grande interesse em ler livros como Hamlet, por exemplo. Isso até eu assistir o vídeo “Hamlet é o anti-facebook”, no qual o Leandro Karnal destrincha a história e levanta diversas questões para serem refletidas, o que me despertou um imenso interesse em saber o que havia de tão grandioso nas páginas deste livro para ele gostar tanto dele. Comprei, li e admito que fiquei fascinado pela história, tanto que também decidi comprar a versão com o texto original, em inglês.

É interessante que esse vídeo também me lembrou do filme Sociedade dos Poetas Mortos, quando o professor John Keating (Robin Williams) fala para seus alunos que eles iriam começar a estudar a literatura de Shakespeare, e todos torcem o nariz. No entanto, Keating explica que Shakespeare pode não ser aquela chatice que todos eles tinham em mente, e, utilizando uma didática diferente, apresenta uma releitura dos textos, o que deixa todos eles completamente encantados.





sexta-feira, 9 de setembro de 2016

RONALDO AZEREDO: O MÍNIMO MÚLTIPLO (IN)COMUM DA POESIA CONCRETA - MARLI SIQUEIRA LEITE

A pequena, mas criativa e instigante, obra de Ronaldo Azeredo (1937/2006), levanta diversas questões. Trata-se de um poeta (talvez fosse mais adequado chamá-lo de criador ou inventor) que nunca fez versos – como esses são convencionalmente definidos e entendidos. Começou direto na poesia concreta e desta evoluiu rapidamente para criações puramente visuais, muitas vezes abolindo a própria palavra, que resultaram, finalmente, em livros-objetos ou apenas objetos (na forma de uma pirâmide, por exemplo). As invencionices de Ronaldo nos provocam. A poesia para ele podia prescindir do verso (ou mesmo da palavra). Trata-se do senti(pensa)mento projetado espacialmente, seja no suporte papel, explorado de várias formas, seja em qualquer outro material ou meio de expressão.

A poética experimental de Ronaldo - longa trajetória que se inicia no minimalismo verbal (“resisto/resto/ro”), passa pelos seus hoje já clássicos poemas visuais (Velocidade talvez seja o mais emblemático deles), chegando até um livro-tátil como Lá bis os dois – ganha agora, merecidamente, este primeiro e pioneiro estudo de âmbito universitário da professora/pesquisadora Marli Siqueira Leite, da Universidade Federal do Espírito Santo. Aqui são analisadas as várias dimensões da obra desse criador único, quase inclassificável, singular e solitário no cenário cultural brasileiro e mesmo internacional (lembre-se que diversos poemas de Ronaldo integram importantes antologias de poesia visual em todo o mundo).

Marli volta-se para uma obra pouco conhecida, que rompe com gêneros e fronteiras e, muitas vezes, é “enigmática”, em sua aparente simplicidade. O que o leitor encontra neste livro é uma dedicada e detalhada análise das diversas fases do trabalho produzido por Ronaldo, apoiada em selecionada bibliografia (inclusive de difícil acesso), sólida pesquisa e contato direto com o próprio poeta, com artistas amigos e familiares. O resultado é uma visão abrangente dessa obra, um esforço de compreensão e penetração na mesma. A autora faz seu percurso com segurança e acrescenta informações e dados esclarecedores relacionados à poética de Ronaldo.

Numa única e raríssima carta que me escreveu, em 1974 (reproduzida na edição especial do Suplemento Literário de Minas Gerais, de 2006, dedicada aos 50 anos da poesia concreta), Ronaldo afirmava: “detesto falar - adoro pensar”.

Seu trabalho é fruto disso: um olhar-pensamento sobre o mundo e a vida, os signos que nos envolvem no dia a dia. De agora em diante para fruir plenamente as invenções de Ronaldo será fundamental percorrer esta análise de sua obra por Marli. Espera-se que ela desperte o interesse e a curiosidade de artistas e estudiosos das artes visuais, hoje disseminadas pela internet. Ronaldo foi, com certeza, um precursor nessa área, com sua sensibilidade e seu rigor construtivo.

Suas explorações poéticas podem (e devem) alimentar novas pesquisas e criações – quem sabe até versões ou releituras no espaço virtual da globosfera.

Carlos Ávila


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

CANTO GERAL - PABLO NERUDA

“CANTO GERAL foi elaborado em circunstâncias adversas, quando Neruda, perseguido, foi obrigado a transpor os Andes e refugiar-se no estrangeiro. Nasceu com a indelével marca do sofrimento.

Testemunha um grande amor ao Chile e ao seu povo, e, por extensão, a todos os povos latino-americanos, frequentes vítimas do despotismo. É um livro de combate e de ternura.

CANTO Geral é uma história marginal da América.”

* * *

Sem dúvidas, este foi um dos livros de poesia mais robustos que eu já li (602 páginas), e não só isso, é também um dos mais profundos. Confesso que em algumas partes da história, com o uso recorrente de suas metáforas, Neruda me deixou completamente perplexo. Senti que me faltou um conhecimento histórico para poder absorver melhor a mensagem que ele estava passando em seus versos. Isso me fez lembrar de uma frase do ilustre Ezra Pound:

“Os homens só podem compreender um livro profundo, depois de terem vivido, pelo menos, uma parte daquilo que ele contém.”

Enfim, esta foi somente a primeira vez que li CANTO GERAL. Certamente, depois de muito estudo e dedicação, quando eu lê-lo novamente no futuro, eu consiga compreender melhor as palavras do grande Pablo Neruda.

Durante a leitura, selecionei algumas das passagens mais significativas para mim:

CAPÍTULO X - O FUGITIVO

A todos, a vós,
os silenciosos seres da noite
que tomaram a minha mão nas trevas, a vós,
lâmpadas
da luz imortal, linhas de estrela,
pão das vidas, irmãos secretos,
a todos, a vós,
digo: não há obrigado,
nada poderá encher as taças da pureza,
nada pode
conter todo o sol nas bandeiras
da primavera invencível
como vossas caladas dignidades.
Somente
penso
que fui talvez digno de tanta
singeleza, de flor tão pura,
por eu ser vós talvez, isso mesmo,
essa migalha de terra, farinha e canto,
essa massa natural que sabe
de onde sai e onde fica.
Não sou um sino de tão longe,
nem um cristal enterrado tão profundo
que não possas decifrar, sou apenas
povo, porta escondida, pão escuro,
e quando me recebes, recebes
a ti mesmo, a esse hóspede
tantas vezes batido
e tantas vezes
renascido.
A tudo, a todos,
a quantos não conheço, a quantos nunca
ouviram este nome, aos que vivem
ao largo de nossos grandes rios,
ao pé dos vulcões, à sombra
sulfúrica do cobre, a pescadores e labregos,
a índios azuis na margem
de lagos cintilantes como vidros,
ao sapateiro que a esta hora interroga
pregando o couro com antigas mãos,
a ti, ao que sem saber me esperou,
eu pertenço e reconheço e canto.

* * *

CAPÍTULO XII - OS RIOS DO CANTO

II - A RAFAEL ALBERTI (Porto de Santa Maria, Espanha)

A inveja que abre a porta nos seres
Não pôde abrir a tua porta nem a minha.

(Rafael Alberti foi um poeta espanhol, membro da “Geração de 27”, amigo de Neruda)

* * *

CAPÍTULO XV - EU SOU

XX - A GRANDE ALEGRIA

A sombra que indaguei já não me pertence.
Eu tenho a alegria duradoura do mastro,
a herança dos bosques, o vento do caminho
e um dia decido sob a luz terrestre.

Não escrevo para que outros livros me aprisionem,
nem para encarniçados habitantes que pedem
água e lua, elementos da ordem imutável,
escolas, pão e vinho, guitarras e ferramentas.
Escrevo para o povo ainda que ele não possa
ler a minha poesia com seus olhos rurais.

Virá o instante em que uma linha, a aragem
que removeu a minha vida, chegará aos seus ouvidos,
e então o labrego levantará os olhos,
o mineiro sorrirá quebrando pedras,
o caldeireiro limpará a fronte,
o pescador verá melhor o brilho
dum peixe que palpitando lhe queimará as mãos,
o mecânico, limpo, recém-lavado, cheio
do aroma do sabão, olhará meus poemas,
e talvez eles dirão: “Foi um camarada.”

Isso é bastante, essa é a coroa que quero.

Quero que à saída da fábrica e das minas
esteja a minha poesia aderida à terra,
ao ar, à vitória do homem maltratado.
Quero que um jovem ache na dureza
que construí, com lentidão e com metais,
como uma caixa, abrindo-a, cara a cara, a vida,
minha alegria, nas alturas tempestuosas.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

501 CHALLENGING LOGIC AND REASONING PROBLEMS

This book—which can be used alone, with other logic and reasoning texts of your choice, or in combination with LearningExpress’s Reasoning Skills Success in 20 Minutes a Day—will give you practice dealing with the types of multiple-choice questions that appear on standardized tests assessing logic, reasoning, judgment, and critical thinking. It is designed to be used by individuals working on their own and by teachers or tutors helping students learn, review, or practice basic logic and reasoning skills. Practice on 501 logic and reasoning questions will go a long way in alleviating test anxiety, too!

Maybe you’re one of the millions of people who, as students in elementary or high school, never understood the necessity of having to read opinion essays and draw conclusions from the writer’s argument. Or maybe you never understood why you had to work through all those verbal analogies or number series questions.Maybe you were one of those people who could never see a “plan of attack” when working through logic games or critical thinking puzzles. Or perhaps you could never see a connection between everyday life and analyzing evidence from a series of tedious reading passages. If you fit into one of these groups, this book is for you.

First, know you are not alone. It is true that some people relate more easily than do others to number series questions, verbal analogies, logic games, and reading passages that present an argument. And that’s okay; we all have unique talents. Still, it’s a fact that for most jobs today, critical thinking skills—including analytical and logical reasoning—are essential. The good news is that these skills can be developed with practice.

Learn by doing. It’s an old lesson, tried and true. And it’s the tool this book is designed to give you. The 501 logic and reasoning questions that follow will provide you with lots of practice. As you work through each set of questions, you’ll be gaining a solid understanding of basic analytical and logical reasoning skills—all without memorizing!

The purpose of this book is to help you improve your critical thinking through encouragement, no frustration.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

INFORMÁTICA PARA CONCURSOS PÚBLICOS - MARCIO ROBERTO MIRANDA ASSIS

Aborda temas interessantes, alguns que eu não conhecia, no entanto, de maneira resumida e genérica. Quem quiser se aprofundar em determinado assunto tem que ler outros livros mais específicos.

[Mas, no meu caso, vou ler uma antologia poética do mestre Neruda.]

* * *

A evolução tecnológica tem transformado as relações de trabalho tradicionais e criado um novo modelo em que as transações são realizadas, sobretudo através da troca de dados digitais com auxílio de computadores. Diante disto, muitas instituições dos mais diversos fins estão se informatizando e abrindo as portas para profissionais capacitados neste novo modelo de trabalho. As instituições públicas brasileiras também vêm se modernizando e ofertando um número crescente de cargos relacionados à área de informática e às áreas afins para suprir a demanda gerada.

Em razão do aumento da oferta de cargos públicos e da crescente demanda de candidatos, os editais dos concursos para esses cargos vêm cobrando o conhecimento de mais e mais tópicos pelos candidatos, que vão desde a informática básica até as disciplinas relacionadas às novas abordagens de desenvolvimento de sistemas. E essa variedade de temas em um mesmo edital gera um problema comum para candidatos iniciantes e veteranos: a dificuldade de obter material consistente e unificado que possa ser usado como um guia de estudo diversificado e que aborde as principais disciplinas presentes nos editais.

Este livro apresenta as disciplinas mais comuns exigidas em concursos públicos voltados à área de informática nos últimos cinco anos, e pretende ser um guia de estudo completo, expondo essas disciplinas de forma ordenada e trazendo também recomendações de leituras complementares nas quais o livro foi baseado e um conjunto de exercícios para fixação do conteúdo.

O livro tem o objetivo de:

- Apresentar de forma organizada e didática as disciplinas mais comuns exigidas nos concursos públicos na área de informática nos últimos cinco anos.

- Capacitar o candidato nos assuntos expostos, preparando-o para responder às perguntas de nível básico e intermediário dos concursos públicos das áreas relacionadas.

- Oferecer um conjunto de exercícios atualizados nas disciplinas de TI, desenvolvimento de software, banco de dados e assuntos correlacionados.

- Servir como um guia de estudo.

- Apresentar um conjunto de referências selecionadas para aprofundamento nos tópicos contidos no livro.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

ZINE PROTESTIZANDO #9

Já está na rede o meu zine PROTESTIZANDO #9 que, logo menos, também estará circulando fisicamente pelos espaços.

Gostaria de agradecer ao Weslley Silva (Lelo), brother que topou fazer uma ilustração para o poema "Cirque du Congrès", um dos poemas curtinhos que saíram no meu livro PROTESTIZANDO - BIÊNIO POÉTICO e que integra esta edição do zine.

Boa leitura!


segunda-feira, 13 de junho de 2016

REVER - AUGUSTO DE CAMPOS (EXPOSIÇÃO @ SESC POMPÉIA)

Está em exposição, no SESC Pompéia, algumas das obras de um dos precursores do Concretismo, Augusto de Campos. Eu ainda não consegui ir para prestigiar, mas meu amigo me trouxe este livro que está sendo distribuído para o público. Nele existem alguns poemas, o Manifesto Concretista e algumas declarações de outros artistas sobre este grande poeta.


quinta-feira, 9 de junho de 2016

TODA VIA, - MICHELE SANTOS

"Toda via," é o primeiro livro da Michele Santos que, assim como muitas outras artistas e guerreiras independentes, é uma voz que (r)existe na periferia.

"Se eu fizesse poesia
Escreveria pássaros

Poemas são todos
Tentativas de voo"

terça-feira, 7 de junho de 2016

ESCRITÓRIO DE PENSAMENTOS - MANO RIL

Escritório de Pensamentos é o primeiro livro do Mano Ril, um pensador, filósofo da quebrada. A obra é composta por diversos contos e poemas sobre o cotidiano na periferia. São histórias tristes, felizes e de resistência.

Posso garantir que, assim como o Jefferson Santana, depois desta leitura, também me tornei mais pensador.

"Escrevo para me sentir melhor, e talvez faça outro alguém melhor também. Quando decidi publicar o Escritório de Pensamentos queria ele todo regrado com índice e capítulos, mas qual pensamento é assim? Esse pensar não está relacionado a grandes teorias que mudará o mundo, talvez mude apenas 1, o meu. E se você sentir, que mude o seu mundo. Até aqui tem um mundo sendo modificado, não é em todas as esquinas que encontramos um favelado que ouse publicar um livro com espaços para demonstrar amor além dos sentimentos de revolta e ódio. Simples, direto e reto. Assim é este livro, distanciando-se da busca da genialidade querendo somente ser compreendido nos extremos de cada um que folhear estes pensamentos. Então, bem-vindo a esta bagunça que são meus pensamentos."

segunda-feira, 6 de junho de 2016

EU ME CHAMO ANTÔNIO - PEDRO GABRIEL

Gosto muito desses poetas que - com criatividade - transformam frases populares em poemas. E os dois livros do Pedro Gabriel (Eu me chamo Antônio e Segundo - Eu me chamo Antônio) fazem exatamente isso. Além do mais, a sua caligrafia e as ilustrações que ele rabisca nos guardanapos são uma obra a parte.


Você pode comprar as obras e/ou pode baixar e ler a primeira obra completa neste site: 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

SUSPENSIVOS - BOBBY BAQ

Ontem, na banquinha do Sobrenome Liberdade, adquiri e devorei - na mesma noite - o livro Suspensivos do Bobby Baq.

Curti sua poesia assim, de cara, quando li o primeiro capítulo do livro O ano em que as coisas falaram. Seus poemas são curtos, mas não rasos; são profundos, cheios de sacadas e afins. Apesar da obra caber na palma da mão, para absorver algumas ideias é preciso de um tempo que - talvez - seria necessário para ler um capítulo inteiro d'outro livro qualquer...

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O UNIVERSO PARALELO DOS ZINES - MÁRCIO SNO

O meu contato com o Márcio Sno se deu por conta do meu zine PROTESTIZANDO #5...

Lembro que estava fazendo a divulgação dele nos saraus e minha amiga Janaína pegou uma cópia, esta que foi acabar parando nas mãos dele (depois dei outra cópia para ela). Algum tempo depois, ele escreveu um breve texto no Facebook, apresentando o meu trabalho e tudo mais. Esta minha amiga viu e me marcou na publicação. Nasceu uma amizade.

Assim como ele, que foi atrás dos meus outros trabalhos - visto que é um fanático por zines - eu também comecei a pesquisar sobre os seus trampos, e, devo admitir, fiquei maravilhado com o seu conhecimento sobre a cena cultural underground.

O cara já teve contato com milhares de zines, produziu uma série de documentários (a trilogia: Fanzineiros do Século Passado), promove oficinas, palestras e está sempre engajado em projetos que visam levar o conhecimento sobre zines para o máximo de pessoas possível. Além disso tudo, recentemente, adquiri um dos seus trampos, o livro O Universo Paralelo dos Zines, de uma qualidade gráfica e de conteúdo grandiosíssimas.

Me identifiquei muito com as histórias vividas por ele e com muitas das ideias e citações que preenchem as páginas. Senti que, depois da leitura, eu deveria percorrer e discorrer sobre alguns capítulos e tópicos, para complementar as ideias que tenho sobre ZINES, e também para deixar os leitores com vontade de adquirir e ler a obra completa.



LIVRO: O UNIVERSO PARALELO DOS ZINES

No decorrer da leitura, percebe-se que o Márcio fez uma sondagem profunda no que se refere à cena cultural underground, não só do Brasil, mas do mundo todo. A lista de referências é bem vasta.


Das primeiras citações:

“Faça você mesmo, faça pra entender, crie um mundo novo.” – Redson Pozzi

“People create zines to scream out “I exist”.” – Stephen Duncombore

“Enquanto houver rebeldia, transgressão, vontade de mudança, vontade de transformação, vai ter fanzineiro no mundo.” – Elydio dos Santos


Na INTRODUÇÃO, além dele explicar como foi o seu contato com os zines, há um parágrafo com uma citação que eu muito me identifiquei, visto que as ideias abordadas nele foram a base para eu começar a escrever zines e, posteriormente, lançar um LIVRO.

“Escreva um livro. Lance seu próprio disco. Comece a sua rádio, faça seu show, fanzine, coletivo, banda, loja, restaurante, selo, distribuidora... E faça com que o mundo conheça o que você pensa. Pare de se queixar.” – Jim Filth


> ABZ – DICIONÁRIO DO ZINE:

Muito informativo! Há muitos conceitos que eu não conhecia e muitos outros que sempre li e ouvi, mas não sabia o significado.


> ESSE TAL DE ZINE – CONTEXTO HISTÓRICO

“Zines são a antítese da grande mídia.” – Stephen Duncombore

Capítulo muito importante para entender o conceito de (fan)zine e as suas primeiras aparições no Brasil e “around the world”.


> COMO QUE É O NEGÓCIO

Capítulo que explica algumas das características do zine (valor, formato), das pessoas que o fazem (zineiros) e onde fazem (underground). Ainda aborda algumas questões sobre o conteúdo, vantagens e o porquê muitos zines acabam.



> VOLTANDO UM POUCO NO TEMPO

Os primórdios dos zines no mundo e as suas temáticas (músicas, HQs etc). Vale ressaltar que, diferente de hoje, que temos toda a informação numa página da internet, naquela época o esquema era trocar - por correio - fitas cassete, CDs, zines, flyers - e afins - para fazer a informação circular... Era a chamada “rede social analógica”.


> CENÁRIO ATUAL

Com a revolução tecnológica, surgiram adventos como a internet e impressoras superpoderosas que otimizaram o trabalho dos zineiros. Logo, neste capítulo, ele fala um pouco sobre isso e sobre os caminhos seguidos pelos zineiros, pois cada um tem um gosto diferente para confeccionar suas obras, podendo ser físicas e/ou virtuais.



> ZINE VISTO COM OUTROS OLHOS

Neste capítulo, aborda-se a questão do zine como um meio de publicação que, apesar da simplicidade, faz parte do processo de registro da nossa história, e devem ser tratados com maior credibilidade, visto que poderão ser objetos de estudo para as gerações posteriores. Por isso, é levantado um esquema para criação de zinetecas e catalogação das obras - que tem seus prós e contras, devido a algumas dificuldades.

Aqui também é levantado um assunto muito lindo, o de usar o zine como ferramenta pedagógica. O que pretendo fazer futuramente, quando surgir alguma oportunidade.

“É preciso por outro lado e, sobretudo, que o educando vá assumindo o papel de sujeito da produção de sua inteligência do mundo e não apenas o de recebedor da que lhe seja transferida pelo professor.” – Paulo Freire


> COMEÇANDO A PRODUZIR

Além das técnicas que eu já conhecia, aprendi muitas outras. Irei experimentá-las nas futuras edições do meu zine.



Concluindo, a leitura deste livro foi muito agregadora. Recomendo!

A obra pode ser adquirida com o próprio autor ou no site da Ugra Press. Procurem saber!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

ZINE PROTESTIZANDO #8

Decidi adotar uma certa recorrência no lançamento dos meu próximos zines: um a cada mês, sempre que possível. Nesta edição (pocket), encaixei 11 poemas que integram o Capítulo II do meu livro PROTESTIZANDO - BIÊNIO POÉTICO. Além disso, tentei fazer algumas ilustrações. Tenho que melhorar neste quesito (rs).