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terça-feira, 4 de outubro de 2016

FESTIVAL FAÍSCA @ ALFENAS (MG) - 2016

Com grande alegria, recebi o convite da querida Janaína Moitinho para participar do Festival FAÍSCA, em Alfenas, Minas Gerais. Este que reúne as mais diversas vertentes artísticas, como música, pintura, teatro, poesia, literatura etc., e onde tive a oportunidade de divulgar um pouco do meu trabalho nos dois dias que estive por lá.

Daqui de São Paulo, juntamente com ela e o poeta Jefferson Santana, seguimos de carro com a Adriana, que também nos hospedou em sua casa, onde tive o prazer de conhecer os outros integrantes da família Medeiros.

Durante este final de semana, conheci novos lugares, conversei com várias pessoas, fiz poesia, criei Aluminions, comi açaí, enfim, coisa boa não faltou. Pelo convívio e troca de ideias destaco: o mano Filite, que fez um live painting; o Facção Caipira, com sua mistura de blues e hardcore; e o Fino Du Rap, diretamente de São Paulo, que foi para fechar o (memorável) evento na noite de domingo.

F ogo
l A bareda
Í mpeto
bra S a
C hama
c A lor

Registros lindos! 
E que foram feitos de forma colaborativa do Festival FAISCA 2016 em Alfenas.
"O que a(s)cende não cessa" foi o tema desse ano que direcionou a construção do festival por mais 200 mãos e muito amor! 

Cobertura completa em breve no Flickr do FAISCA: https://goo.gl/JmnDoY.
Fiquem atentos! :)

























segunda-feira, 19 de setembro de 2016

EVENTO: SP ALÉM DA POESIA LITERATURA DE VIDA @ SACOLÃO DAS ARTES - 24/09/16 e 25/09/16

Evento:
GRATUITO 

Tragam doação de Brinquedos em bom estado.
Tragam a família e venha ver cultura e diversão.

O SP Além da poesia Literatura de Vida quer fazer o resgate da cultura literária acadêmica com a literatura marginal identificando a música afro descendente e a nordestina como raiz e forma de expressão cultural, através do fomento cultural fornecido por saraus e festas de movimentos alternativos que visam o bem estar da população carente sem aceso aos livros, musicas ou filmes de qualidade na cidade de São Paulo 

Local DO EVENTO:
Sacolão das artes 
São Luiz Capão Redondo zona Sul– SP

Esse encontro é idealizado para unificar as frentes culturais das periferias em prol de educação cultural com foco no beneficio para todas as crianças vitimas do abuso do governo, tiraremos as armas para impor brinquedos, as lagrimas darão espaço aos sorrisos, só através de uma unificação cultural poderemos combater a violência sofrida pelos jovens das periferias do país... todos os coletivos são voluntários. E embora nem a prefeitura da cidade de são paulo tenha reunido tantos saraus na virada nós por nós mobilizamos muitos ativistas culturais, pais, mães e filhos dedicados a luta da periferia contra o massacre da polícia, o bairro são luis foi escolhido por dês da década de 90 ser palco de chacinas brutais tanto no Grajaú como Capão Redondo e Jardim Ângela sofrerem com a perda de jovens que por falta de educação e lazer se perdem no crime alimentando a estatística de abandono social imposto pela sociedade como explica o indice do IBGE de 2010 e as pesquisas do campo docente da USP em questão ao genocídio da população pobre negra e periférica.

Basta nós não aguentamos mais ver nossos filhos sofrerem a repressão de um governo corrupto, esse é um divisor de águas entre o povo e seus opressores onde nós escolhemos lutar com consciência e juntos melhorarmos as nossas condições de vida em sociedade tudo isso começa apartir do olhar do jovem.

Então venha, contribua, participe e seja parte da mudança.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

EXPOSIÇÃO "SÉRIE GRAFIAS" POR BIOFA

Eu não conhecia do trabalho do Biofa, mas foi então que uma amiga me convidou para esta exposição - Série Grafias - que está acontecendo na Galeria Ouro Fino, na Blaze Gallery, até o final do mês. 


Sua arte é muito singular, do tipo que você não vê igual em outros espaços - assim como os trabalhos do Kobra.

Mas, no caso do Biofa, ele me disse que, por meio do grafite, deseja “realfabetizar” as pessoas para terem um maior entendimento sobre a linguagem das ruas. Por isso, ele desenvolveu um alfabeto utilizando as diversas formas que extraiu de um personagem que criou. Um trabalho simplesmente brilhante. 


Por ser um apreciador da poesia concreta e visual, que se atenta às tipografias, às formas geométricas e tudo mais, fiquei fascinado com a simetria e a forma que seus textos tomam depois de escritos utilizando o seu alfabeto. E admito que, em alguns casos, foi um desafio decifrar o que estava escrito.

Além da exposição, ele está vendendo pequenos zines, que retratam uma parceria dele com o DDIA, em algumas intervenções pela cidade cinza.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A IGREJA QUE TROCOU O CRUCIFIXO PELA ARTE URBANA

Por HÉCTOR LLANOS MARTÍNEZ no jornal El País (3 JAN 2016 - 23:25)

O artista Okuda nos fala de seu trabalho na igreja de Santa Bárbara, no norte da Espanha, agora um 'skatepark'

A igreja de Santa Bárbara foi criada há pouco mais de cem anos em Llanera (em Astúrias, norte da Espanha) para dar trabalho aos funcionários da fábrica de explosivos de Santa Bárbara, que também moravam na região. Depois da Guerra Civil espanhola, a empresa fechou e, a partir dos anos 60, só este templo permaneceu de pé. A vida útil do edifício sofreu, há alguns anos, uma reviravolta inesperada, que agora culmina com o trabalho do artista urbano Okuda.


Foi em 2007 que o coletivo Church Brigade decidiu montar uma rampa de skate neste edifício abandonado. A arte urbana de Okuda, nascido na Cantábria (norte da Espanha), pode ser vista em quase todo o mundo, mas quando descobriu pelo Facebook que esta igreja tinha sido dessacralizada e transformada em um parque de skate, quis registrar sua obra nela.

Sob o nome de Kaos Temple (Templo do caos), transferiu sua habitual explosão de cor a esse edifício religioso e de estilo clássico, que no século XXI perdeu suas credenciais religiosas para se transformar no templo do skate. É a simetria perfeita entre as abóbodas da igreja e as rampas de skate que fez com que Óscar San Miguel, conhecido como Okuda, se apaixonar por este projeto, conta ele por e-mail.

O artista entrou em contato com a Church Brigade através de um amigo comum e lançou uma campanha no site de financiamento coletivo Verkami. Com o dinheiro financiou os custos necessários para esta obra, criada no número bíblico de sete dias.

Havia um interesse especial para que a ideia fosse adiante. “Este projeto tem para mim um valor sentimental que o torna único. É bem do lado da minha terra, a uma hora da casa dos meus pais, enquanto quase todos os meus projetos grandes estão fora da Espanha”, explica.

O estilo peculiar de Okuda, que ele mesmo define como “colorista e geométrico” parece deslocar a linguagem própria dos vitrais da igreja para fora das janelas, colocando-a nos arcos e abóbadas do edifício. Sua intenção, explica, é a de representar sua própria religião, liberdade e estilo de vida.

Foto realizada por Rubén Pomares

Okuda está muito acostumado a obras de grande formato como a deste local, já que cria cerca de dois murais por mês de pelo menos três andares de altura. “Me sinto muito à vontade adaptando-me a suportes tão clássicos quanto uma igreja. Esse contraste entre pintura contemporânea multicolorida e a arquitetura clássica e crua da pedra é o que mais me impressionou e emocionou neste projeto”, diz.

Ainda que pareça não há mais o que conquistar para a arte urbana deste espanhol, ele ainda tem projetos pendentes. “Faz tempo que gostaria de dirigir videoclipes ou de colaborar com algum arquiteto”, confessa. Este ano participará da Art Beijing, em Pequim, e o único continente que resiste a ele até agora é a Austrália, para onde espera viajar no próximo ano. As imagens a seguir reúnem alguns dos trabalhos favoritos desse cantábrico.

Estação de metro Paco de Luzia em Madri (2015)

Gorki Park (Moscou)

Festival Bonaroo (Manchester) 2013


quinta-feira, 14 de maio de 2015

PRIMEIRAS GRAFITEIRAS AFEGÃS USAM ARTE PARA APAGAR AS MARCAS DA GUERRA

Shamsia Hassani e Malina Suliman são duas mulheres afegãs marcadas pelos problemas que há anos afetam o seu país: conservadorismo, extremismo religioso, guerras e constantes atentados à liberdade das mulheres. Ambas encontraram na arte e no graffiti a forma de simbolizar as vozes oprimidas pelo regime.

Têm estilos diferentes, mas são as primeiras grafiteiras do Afeganistão. Shamsia e Melina apagam as marcas da guerra, os muros quebrados, os prédios destruídos pelas bombas, com spray e rolos de tinta. Pintam para mostrar para o mundo que o Afeganistão é mais do que aquilo que vemos nos jornais e para incentivar outras mulheres afegãs a não calarem seus anseios de liberdade.

Shamsia tem 24 anos e é formada em Belas Artes, na Universidade de Cabul, e começou como artista digital, até perceber o impacto que poderia causar colorindo as ruas de uma cidade devastada pela guerra com suas mensagens. Pinta mulheres de burca, em poses dominantes e seguras, porque considera que não é a burca que define a liberdade das pessoas, mas sim a paz.


Apesar de ser reconhecida pelo seu trabalho, Shamsia é obrigada a pintar em lugares fechados e abandonados, ou onde é convidada diretamente, por razões de segurança. Ela mantém uma série chamada Dream of Graffiti, com todas as obras que gostaria de pintar no Afeganistão.








Já Malina, tem 23 anos e, além de professora, realizava suas atividades enquanto grafiteira de forma disfarçada, saindo às ruas de Kandahar, uma das cidades mais perigosas do Afeganistão, para espalhar mensagens políticas.

Foi várias vezes ameaçada pelos Taliban e seu pai acabou sendo agredido. Esteve exilada na Índia e voltou recentemente, para continuar seu trabalho pelas ruas.