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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ZINE PROTESTIZANDO #11

No PROTESTINZANDO #11 apresento algumas experimentações baseadas em representações geométricas, em cálculos matemáticos e em estudos acerca da complexa relação molecular que existe entre letras, formas e números.



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

EVENTO: TINGUÁ THRASH @ FERRAZÓPOLIS - 24/09/16

O colevito Refuse/Resist está organizando esse evento e recebi o convite da Bajul para levar um pouco da minha poesia para lá. Acho importante pois, assim, posso atingir pessoas além da cena dos saraus, e ainda reencontrar pessoas muito queridas.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRODUÇÃO E O CONSUMO DE ARTE

“MINHA POESIA NÃO É FEITA PARA GERAR RENDA,
É PARA FAZER QUE O LEITOR PENSE E ENTENDA
QUE A ARTE SUBVERSIVA NÃO ESTÁ A VENDA,
NÃO É ALGO QUE É FEITO SOB ENCOMENDA.”

[Versos do poema PROTESTIZANDO]

O poema “PROTESTIZANDO” foi um dos primeiros que eu escrevi, na época em que comecei a estudar Filosofia, a observar certas coisas na sociedade e a desenvolver o meu senso crítico. Atualmente, penso que havia certa ingenuidade em algumas ideias, pois algumas requerem uma reflexão mais profunda e até mesmo um pouco mais de vivência. No entanto, muito do que abordo nele, mesmo depois de todo esse tempo - estudando e refletindo - ainda concordo.

Acontece que, recentemente, fiz o lançamento do meu livro A LER VAZIOS no Sarau Verso em Versos, onde me apresentei, falei um pouco sobre o meu processo criativo e tudo mais. Mencionei o preço do livro e, que pelo fato dele ser um tanto robusto (222 páginas), algumas pessoas me perguntaram por que eu não vendo ele a R$30. Falei que é mais justo vendê-lo a R$20, pois acho um valor mais acessível e eu também não saio no prejuízo.

Logo depois, uma moça que havia sido convidada para dar uma palavra sobre seus projetos e também sobre a produção e consumo de arte na periferia falou que, no caso de eu optar por vender o meu livro a R$20, eu estaria, de certa forma, subestimando todo o esforço que eu tive para produzi-lo, e que os artistas devem considerar todo o trabalho que tiveram na hora de estipular o preço final da sua obra.

Quando tive a palavra, respondi que, realmente, não discordo da ideia levantada por ela, pois, quem tem a sua arte como forma de subsistência, tem que colher todos os frutos do seu trabalho, pois é uma espécie de autogestão. Mas expliquei que, pelo fato de eu ter outra fonte de renda, e que não está diretamente atrelada com a venda de livros, eu poderia vendê-los a R$20, sem nenhum problema. Expliquei que eu não estava me prejudicando nem me subestimando, apenas estava tornando a obra mais acessível para as pessoas da periferia, as quais não possuem tantos recursos financeiros para comprar livros muito caros.

Isso ainda levanta outra reflexão, pois acho que algumas editoras, quando estipulam preços na venda de livros, estão promovendo, de certa forma, uma exclusão quanto ao acesso ao conhecimento, pois vendem por um valor muitíssimo maior do que o valor dos insumos para produção.

Enfim, decidir fazer todos os meus corres de forma independente para fugir desta lógica e também de outras burocracias que permeiam este espaço. E estou muito feliz do jeito que estou.

SURFAR (PALAVRA FALADA)

Poema que integra meu livro PROTESTIZANDO - BIÊNIO POÉTICO.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

"OS LIVROS NÃO MUDAM O MUNDO, QUEM MUDA O MUNDO SÃO AS PESSOAS"

Quando eu lancei o PROTESTIZANDO – BIÊNIO POÉTICO, não tinha noção nenhuma do alcance que ele poderia atingir na cena poética, ou até mesmo que poderia alcançar outros espaços, como escolas, por exemplo. Mas pouco mais de um ano desde o seu lançamento, de vez em quando, recebo algumas mensagens sobre o seu impacto nas pessoas, principalmente nos jovens, que se encantam com as minhas primeiras experimentações visuais, ou até mesmo com a minha objetividade nas ideias, com a minha linguagem acessível, com as minhas brincadeiras com as palavras.

Enfim, pode soar até como uma utopia, o lance de eu tentar melhorar a sociedade por meio da Poesia, mas creio que, assim como ela, que tem me edificado cada vez mais - juntamente com a Filosofia - essa propagação dos pensamentos que eu adquiro com base nas minhas relações e também nos meus estudos e reflexões, podem ser um tipo de ignição para despertar inspiração e alguma vontade de mudança, assim como acontece comigo em relação a diversos poetas e filósofos.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

SARAU DA MADRUGADA - 08/07/16

"O Sarau da Madrugada de julho foi muito amor! Roda cheia de camaradas, Samba cheio de axé e um sarau mais vazio do que o normal, mas cheio de talentos e energias positivas!

Gratidão a todxs que doaram agasalhos! Em breve, postaremos aqui no perfil e no evento Sarau da Madrugada - Tem um agasalho pra doar? as fotos da entrega das doações. Outras campanhas virão por aí! Juntxs somos mais fortes!

O próximo sarau vai rolar no dia 12 de agosto e já vou avisando que tem Fabio Akins Kintê Monteiro na área!!! Reserva aí na agenda e vem somar, porque vai ser lindo!"
















CONQUISTAR (PALAVRA FALADA)

Poema que integra o meu livro PROTESTIZANDO - BIÊNIO POÉTICO.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

EXPO ESIA @ SARAU DA MADRUGADA - 08/07/16

Além de lançar o meu livro PROTESTIZANDO - BIÊNIO POÉTICO, distribuir algumas cópias dos meus zines zines #6 e #8, também fiz esta exposição com alguns poemas concretos e visuais.


ZINE PROTESTIZANDO #9

Já está na rede o meu zine PROTESTIZANDO #9 que, logo menos, também estará circulando fisicamente pelos espaços.

Gostaria de agradecer ao Weslley Silva (Lelo), brother que topou fazer uma ilustração para o poema "Cirque du Congrès", um dos poemas curtinhos que saíram no meu livro PROTESTIZANDO - BIÊNIO POÉTICO e que integra esta edição do zine.

Boa leitura!


terça-feira, 28 de junho de 2016

ZINES > PROTESTIZANDO > A LER VAZIOS

ZINES > PROTESTIZANDO > A LER VAZIOS

Sim. E não só como uma sucessão de lançamentos, mas, matematicamente falando, eu não teria chegado aonde eu estou hoje se não tivesse a atitude de começar por baixo, com a publicação dos meus primeiros versos em zines, os quais eu fui divulgando nos rolês underground de música, antes mesmo de começar a frequentar saraus.

A partir deles, tudo foi (r)evolução. Digo isso, analisando-os tanto como um meio de publicação, bem como pelos conteúdos que preenchem as suas páginas. Pois, durante o processo de divulgação - que foi independente - esse contato com as pessoas me permitiu aprender cada vez mais, repensar as minhas próprias ideias, e até mesmo me estimulou a buscar cada vez mais pelo aperfeiçoamento pessoal, por meio do conhecimento de diversos pensadores, artistas e escritores que me inspira(ra)m.

Depois da edição #3 do meu zine, eu já havia escrito uma quantidade considerável de poemas, abordando várias temáticas e também características de diversas escolas poéticas, como o haicai, a poesia concreta, o soneto e afins. Nesse mesmo período, eu já conhecia alguns autores independentes, que produziram os próprios livros e estavam fazendo os corres para divulgá-los, logo, isso me incentivou a fazer o mesmo. Meter a cara no mundo. Dá-la a tapa. E foi o que eu fiz. Com o livro PROTESTIZANDO - BIÊNIO POÉTICO.

Na época, eu me senti um pouco inseguro para convidar alguém para escrever um texto para orelha, prefácio, contracapa, ou até mesmo para organizá-lo, diagramá-lo etc., por isso, eu mesmo escrevi a orelha em terceira pessoa (Sophia), escrevi um breve texto de introdução, e cuidei de toda parte editorial - antes de mandar para a gráfica. Foi um trabalho árduo, mas, no final, fiquei bem satisfeito.

Com a ajuda de diversas pessoas que estão neste circuito poético-literário, fiz diversos lançamentos e consegui vender rapidamente todas as 100 cópias que eu havia impresso. Logo depois, imprimi mais algumas - que podem ser adquiridas comigo. Além disso, também liberei o livro para visualização online, visto que o alcance e acesso se tornam muito maiores.

Hoje em dia, relendo alguns poemas e vendo algumas das minhas primeiras experimentações publicadas, percebo um pouco de ingenuidade, sei lá... Mas, mesmo assim, muito do que está escrito, tanto nos zines, como no livro, ainda está dentro de mim - creio que de uma forma inerente: a subversão, a poesia, a criatividade, a libido, o apreço pelo saber. Apenas acho que algumas coisas deveriam ter amadurecido um pouco mais antes de virem ao mundo. Enfim. No meu próximo livro, A LER VAZIOS, em consequência dessa experiência, das leituras, dos estudos e das vivências, me vejo muito mais maduro, tanto em relação ao conteúdo dos meus versos quanto pelas minhas criações visuais.

Penso que tudo isso, meus zines e meus livros PROTESTIZANDO e A LER VAZIOS, são os primeiros degraus de uma escada que me levará a algum lugar. Espero que seja para um mundo melhor, onde eu possa encontrar todas as pessoas que (r)existem e também tentam fazer desta sociedade um espaço de respeito e harmonia.